About

A pré-história da banda nos remete aos  – agora distantes – anos 90… Mas a história de fato só ganhará contornos definidos em 2003, a partir do desejo de Vinícius Leal [guitarra e voz], e Guilherme Almeida [guitarra e voz] – dois antigos parceiros em um projeto que ficou perdida no limbo daquela década de guitarras e microfonias – de registrar algumas músicas e gravá-las sem muito compromisso em um estúdio caseiro.

Dessa brincadeira muito séria, que durou quase dois anos entre rascunhos, gravações e mixagens, surgiu o primeiro CD “In Your Arms I Was Happy”, lançado em 2005 pelo selo London Burning Records. Rapidamente esgotado, aquela estréia da banda já foi considerada pela crítica especializada uma “pérola do cancioneiro lo-fi”, na medida em que evoca aquele registro mínimo e sem afetações do indie rock em sua vertente mais minimalista e crua.

Resultado da convivência pela música e para a música, com a sonoridade e o processo de composição enriquecido pelos novos integrantes Gustavo Cockel (baixo) e Marlon Gaspar (bateria) , o segundo CD da banda, “Overdrive Beach” (Pisces Records) foi composto ao longo dos três anos de turnê do primeiro álbum e, ainda que conte com uma produção mais esmerada que o primeiro, não teria como soar muito distante do tal “cancioneiro indie noventista” ao qual já se referiram. Todavia, a banda não acredita em influências deliberadas; se costuma agradar aos fãs de Lou Barlow, Yo La Tengo, Dinosaur Jr, Galaxie 500, etc etc etc é talvez porque tais bandas e o universo que as contém façam parte de seus cafés-almoço-e-janta há muito tempo – parecido com Megadeth que não ia ser…

Em 2010, o banco da bateria é renovado com a entrada de Joab Regis (menino prodígio da Transfusão Noise Records) e, dois anos depois, é lançado o terceiro álbum, Dreamscape. Lançado em abril de 2012 pela Transfusão Noise Records no Brasil e pela Fuego Amigo Discos na Argentina, eleito por vários canais da imprensa independente como um dos melhores álbuns do ano, a turnê de Dreamscape passou nos últimos meses por vários estados do sudeste e do sul do país – dividindo os palcos com outros artistas internacionais como Ringo Deathstarr, Beach Fossils e Stephen Malkmus & The Jicks – culminando com três apresentações na Argentina, promovidas pelo selo portenho que o lançou e o promoveu como um “cruzamento de guitarras e melodias que evocam as guitarbands e o indie rock noventista somadas a uma certa memória afetiva dos delírios sonoros indiepop da antológica Sarah Records”.

Em 2014, a banda se prepara para as gravações do quarto álbum e para a celebração de uma década de atividade.

 The John Candy é Guilherme Almeida, Vinícius Leal, Gustavo Cockel e Joab Regis.

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